Casamento…
É… Chegou minha vez. Confesso que cheguei a pensar que esse dia nunca chegaria.
Tive vários motivos pra não sonhar com o matrimônio assim como a maioria das mulheres, por medo. As referências que um dia tive de um relacionamento matrimonial não foram nada agradáveis, então já que “está na moda” ser solteiro, estressar-se pra quê? Deixa as pessoas falarem!
Muitas vezes na minha adolescência e pode-se dizer também na juventude, fui muito cobrada por nunca ter namorado.
Fui uma adolescente muito reservada, ou melhor, anti-social em todos os aspectos. Até meio depressiva, posso dizer, pois chegava a perguntar-me, pra que me olhar no espelho? É claro que nenhum rapaz se interessaria por mim, eu pensava. Bora cuidar do futuro e estudar.
Aos 17 anos, conheci Jesus e decidi esperar o meu prometido. Nada de “ficar”, quem me quiser, terá que me namorar sério. Foquei nos estudos e nos concursos públicos.
O tempo não parou, e nada de conhecer alguém que tirasse o medo de ser chamada de esposa. Conheci alguns rapazes que não passaram de amizades coloridas e períodos de orações. O medo não me abandonava. A pergunta era “será que serei capaz de escolher um bom marido e um bom pai?” A palavra relacionamento pesava muito pra mim.
Até que numa viagem entre amigas, enquanto fazíamos nossa devocional matinal, Deus me disse: “o que eu tenho pra você é maior do que pode imaginar, seus pais não me seguiram, mas você tem a Mim. Guarde os meus mandamentos e vive”. Confesso que não descansei de imediato. Tive outras oportunidades, mas não havia paz em meu coração.
Mais alguns anos se passaram e comecei a sentir a idade pesar. Aos 26 anos, nunca ter namorado alguém? Que estranho! Já sou titia. As cobranças que eu antes ignorava, passaram a fazer parte dos meus pensamentos. Houve muitas noites de choros e aflições, muitas perguntas eram respondidas claramente em meu coração, outras só ficavam no silêncio. Cheguei a pesquisar sobre o dom do celibato, mas pra a Glória de Deus, entendi que não era o meu dom…rs.
Aos 27 anos, finalmente conheci um rapaz que tinha a maioria dos itens que eu orava (exigia), só que não havia o mais importante, sentimento. Mas a torcida do Corinthians estava a favor e vibrava. Este “namoro” de aparência, pois eu mais fugia do rapaz do que tudo, durou exatamente 1 mês (Longos 30 dias…).
Seis meses depois fui apresentada por uma amiga incomum a um rapaz recém-convertido. O mesmo estava procurando uma igreja bacana e que fosse próximo à sua residência. Essa amiga pediu pra que eu cuidasse deste rapaz. De repente ele sumiu e eu não tinha seus contatos. Depois de algumas semanas, investiguei e soube que ele estava indo aos cultos, mas por receio, não falava comigo.
Quando finalmente teve coragem, eu estava concluindo o curso de odontologia. Como muitas de vocês sabem, o TCC nos torna anti-sociais. O que eu mais queria naquele momento era ficar invisível. Mas aos poucos, deixamos de ser somente amigos de facebook e começamos a nos comunicar por sms, pois eu havia saído das redes sociais pra focar no término da graduação. O rapaz em questão se propôs a me ajudar com os projetos e pesquisas, inclusive a comprar alguns materiais. Quando me dei conta, não conseguia parar de falar com ele. Pela primeira vez senti saudades e não tive medo de dizer isso a mim mesma.
A cada conversa, sentia uma paz sobrenatural. Pois ao conhecê-lo vi que todos os itens da lista de oração, conferiam.
Quando o Quevson me pediu em namoro, propus que orássemos antes. No carro enquanto orávamos, choramos muito e confessamos um ao outro o quanto esperávamos por alguém especial no Senhor. Após um ano e meio de namoro decidimos nos casar, compramos nosso apartamento pra honra e glória de Deus.
Hoje, com um ano e dez meses de namoro, posso dizer a vocês com uma emoção regozijante, que quero ser esposa dele e sem medo do matrimônio estou organizando cada detalhe do nosso casamento com a certeza de que valeu a pena esperar no Senhor.
Enquanto escrevo, caem lágrimas que louvam ao Senhor, porque a cada lembrança dos momentos de aflição, Deus se mostrou presente e de maneira paternal me acarinhou através de sua Palavra e do Espírito Santo. Foram nestes momentos de tristeza que, clamando, vi o sobrenatural.

Agora, falando de cerimônia: Quando fomos conversar com o pastor, houve a primeira surpresa com a pergunta que ele nos fez: “mas quando vocês querem se casar?” Nos olhamos e respondemos que ainda não sabíamos, mas que seria em 2015. Rimos e fomos orientados com muito carinho e atenção pelo nosso pastor.
Quando decidimos pelo mês de setembro, a principal razão foi variedade e facilidade com a decoração, em decorrência da primavera. O dia? O que tiver disponível…rs. Quando passamos a conhecer outros noivos, bufês, salões de festas, decoradores, todos nos disseram que estávamos atrasados, mas a paz e a nossa tranquilidade começou a irritar nossas mães, com isso fomos pressionados.
Minha decisão principal de início foi, que não resolveria tudo sozinha, pois não quero ficar uma noiva neurótica. As tarefas foram divididas entre nós dois. No início deu certo, mas com ele é só aos empurrões, me disseram pra ter paciência que é normal…rs

Bom, queridas. Espero que este texto seja relevante pra vocês, pois penso que na vida cristã todas vivemos momentos que servem como testemunho pra edificar outras vidas. Que venham os dias agradáveis e sem preocupações pois o Senhor é capaz de nos dar a paz que excede o entendimento, e que sejamos mulheres virtuosas em qualquer situação. Noivas, esposas, filhas, mães, irmãs, amigas e colegas. Pra honra e glória do nosso Senhor Jesus.

É maravilhoso servir a este Deus!!!

Rubia Assis

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