Devocionais

Pastoreio da Família

Pareceu-me oportuno, nesta página pastoral, refletir hoje sobre o pastoreio da família, pois esta, na verdade, constitui pequeno rebanho, a nós confiado por Deus, e que precisa ser bem cuidado.

Mas, o que é pastoreio? 

Aurélio responde: É “guiar ao pasto, guardar o gado no pasto, dirigir, conduzir. Apascentar, do latim pascere, significa precisamente levar ao pasto ou pastagem, pastorear, pastorar, apastorar, doutrinar, ensinar, guiar, recrear, deleitar, entreter, alimentar, nutrir, sustentar” (Aurélio século XXI).

O que a família precisa? 

A família precisa de alimento, de segurança, de direção, das instruções na Palavra de Deus, e para isso Ele mesmo instituiu a família. Veja-se, por exemplo, o papel dos pais, em Dt 6.6-9 e Ef 6.4; Cl 3.21.

Lamentavelmente, a família tem “delegado” ou “terceirizado” a função pastoral que lhe cabe. E a falta do adequado pastoreio de novas gerações tem produzido adolescentes e jovens desorientados, frios, sem amor, sem esperança, sem fé, sem rumo, sem alegria e prazer de viver!

E quais os aspectos do pastoreio da família? Pastoreio da família é prover-lhe as necessidades. É dar-lhe sustento, com tranquilidade e segurança. É prover restauração e alento. É celebrar vitórias com cada um de seus membros. É conhecer cada um dos membros de “seu rebanho” e chamá-los pelo nome. É dar a própria vida, se necessário, por sua segurança e bem-estar, lutando contra os adversários que atacam e querem destruir ou dizimar a família. 

Que o Senhor, o divino Pastor, nos abençoe nesse intento, e nos fortaleça e dê sabedoria para cumprirmos nossa missão de apascentar! E apascentar bem!
Se Deus quiser, voltarei ao tema, em maio, mês da família!

Texto do pastor Irland Pereira de Azevedo no informativo do dia 16/04/2023. Sugestão de leitura para reflexão complementar: Salmo 23; João 10.1-16. 

Por que a escola bíblica dominical?

“Examinais as escrituras porque vós cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que de mim testificam”.
Jesus, cf João 5.39.

Estamos a celebrar, neste 2 de abril, o Dia da Escola Bíblica Dominical e é justo que assinalemos sua grande importância.

Com suas raízes bem profundas na história bíblica, na experiência judaica e na história do cristianismo, a EBD é de extrema valia para a igreja. Por quê?

• Porque é escola, e toda pessoa inteligente deseja e precisa de escola para aprender, desde a infância e ao longo da vida.

• Porque é escola bíblica, e a única em que podemos estudar somente a Bíblia; noutras escolas, estudar-se sobre a Bíblia, mas na EBD, ela mesma e seus ensinos para nossa vida.

• Porque é dominical, por isso que se realiza no Dia do Senhor; E “dominical” significa também “do Senhor”. Portanto, é escola da Bíblia e escola do Senhor!

• Porque atende à necessidade de estudo da Palavra, de reflexão e diálogo, tendo em vista a aplicação de seus ensinos à vida diária, em casa, no trabalho, na escola, nos negócios, e em momentos de decisão.

• Porque contribui decididamente para o crescimento no conhecimento e na graça do Senhor.

• Porque ajuda a aplicar a situações concretas da vida os ensinos do púlpito e os conteúdos obtidos na leitura diária do Santo Livro;

• Porque a ela todos têm acesso, independente de idade ou escolaridade. Portanto, todos podem nela matricular-se e aprender. E como aprendem!

Portanto, louvemos a Deus pela EBD, participemos dela e convidemos outras pessoas a estudar conosco a Bíblia, toda manhã de domingo, além de outras oportunidades, como nas quartas-feiras e nos pequenos grupos!

Texto do pastor Irland Pereira de Azevedo no informativo da PIB do Brás do domingo, 02/04/2023.

Uma igreja viva

“Na casa da Vida, vi um altar, com lâmpadas acessas e uma cruz. Curvando-me reverentemente, olhos fechados, vi maravilhado, a Igreja Viva.

As paredes não eram de tijolos e pedra, mas de vontades consagradas, unidas com o cimento da mútua colaboração e da consagração geral ao Melhor jamais revelado.

As janelas não eram de vidros coloridos, mas dos maravilhosos sonhos, esperanças e aspirações que ecoavam visões de infinita beleza, refulgente como mil sóis

As colunas e abóbadas não se firmavam em concreto e aço, mas nos longos e incontáveis braços levantados em inúmeras e ferventes orações.

Os longos corredores não eram atapetados com passadeiras de veludo, mas com as tentações calcadas sob os pés e com as boas resoluções mantidas.

As portas nunca se fechavam, antes, constantemente estavam abertas em boas vindas à humanidade inteira; santos e pecadores, ricos e pobres, pretos , vermelhos, amarelos, brancos, todos, todos.

O altar não era de madeira esculpida, mas de corações arrependidos, envergonhados de seus pecados, , fortalecidos com a graça do perdão.

O púlpito não era de tribuna para proclamação de dogmas, mas face de luz e fogo de onde interrompiam centelhas da verdade e o impacto do poder espiritual.

O Santo Livro não era apenas um volume colocado sobre a mesa, mas base de honesto estudo da vida, diária e profundamente provada, ternamente desafiada.

A música não se compunha do som de instrumentos e vozes humanas, mas de liderança consagrada e capacidade diversificada, harmonizada na pura melodia da cooperação criadora.

E o calor vital desta igreja precedia do esforço conjunto de todos no sentido de atender a ordem do seu Chefe: IDE.”

Pensando na descrição dessa “Igreja “Viva”, devemos perguntar: A nossa Igreja é semelhante a ela ?

 Se não é, deveria ser. E para que seja, depende única e exclusivamente de cada um de nós. Isto porque, nós somos a Igreja Viva. E a nossa Igreja nunca poderá ser melhor do que nós somos. Foi Jesus que disse: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá a luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mt. 5:13-16)

Que Deus a todos no abençoe, para que de fato sejamos uma IGREJA VIVA!

Extraído do Boletim dominical de 22/06/1975

Repetir o passado para construir o futuro?

“Um povo que não conhece sua história está fadado a repeti-la”. Edmund Burke, célebre político e escritor irlandês, autor da famosa frase citada, deu contornos muito negativos ao desconhecimento da história. Deveras, Burke critica o desprezo ao estudo e à análise dos acontecimentos pretéritos e assevera que desdenhar do passado e de tudo que ele pode nos ensinar implica reviver experiências ruins. Para o estadista, portanto, cabe ao homem diligenciar no sentido de fazer diagnósticos de atos e fatos que já se passaram e, com isso, melhorar suas chances de direcionar as ocorrências futuras no rumo desejado.

O apóstolo João, por sua vez, inspirado pelo Espírito Santo, registra, no capítulo 5 de Apocalipse, que a história é regida por Jesus Cristo. Ele é o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi, o único achado digno de abrir o livro e os sete selos (e o ato de abertura do livro e dos sete selos simboliza exatamente o senhorio de Cristo sobre o desenrolar dos fatos). A mensagem do Apocalipse deixa claro, portanto, que a história não é cíclica, como se sustentava na Grécia antiga, mas teve um início e se encaminha para um fim, e que, acima de tudo, o nosso Salvador e Senhor possui em sua mão o controle sobre a rota que liga o início ao fim dos acontecimentos.

Do acima exposto, surge complexa discussão a respeito do quanto nós, seres criados, temos a possibilidade de ditar o futuro. Com efeito, se Jesus tem em Suas mãos a direção da história, será que tudo já se encontra predeterminado? Se assim é, será que o que eu decido fazer, decido-o porque Aquele que tudo dirige fez com que assim eu decidisse? Para alguns, especialmente de raiz calvinista, a resposta a essas duas perguntas é sim. Para outros, seguir esse entendimento implicaria, em última instância, o perigo de se excluir a responsabilidade do homem por seus atos.

Por óbvio, a controvérsia é muito mais intrincada e nem se tem a pretensão de discuti-la nestas poucas e discretas linhas de texto. O que proponho ao leitor é uma rápida reflexão a respeito da participação que temos na construção da história. Com a devida vênia aos irmãos que defendem o determinismo (ainda que divino), gosto de pensar que o nosso Salvador e Senhor dirige os acontecimentos através de nós e, portanto, dá-nos o privilégio e a responsabilidade de, com Ele, participar da construção da história.

Nesse contexto, a afirmação de Edmund Burke traz contribuições muito úteis para nós. Cabe apenas estender um pouco o seu raciocínio: urge, sim, conhecer a nossa história, com o intuito de evitar reiterar eventuais erros já cometidos, mas também com o intuito de repetir os acertos! É dizer: repetir a história não é o problema; o problema é não aprender com erros passados e reiterá-los. Dura coisa é reprisar o passado quando este é recheado de desacertos; bênção, porém, é reproduzi-lo quando o construímos sobre o que é idôneo. Às portas de Canaã, conforme registra o livro de Deuteronômio, Moisés traz à lembrança do povo escolhido os tristes episódios de desobediência, a fim de admoestá-lo a não mais a cometer, mas também rememora as bênçãos recebidas quando a Lei foi observada, no intuito de incentivar aquele mesmo povo a assim proceder quando da posse da terra prometida.

Nossa igreja acaba de completar 111 anos. Agradeçamos ao nosso Salvador e Senhor o que Ele tem feito através de nós e de todos os irmãos e irmãs que já estiveram em nosso meio. Como usualmente se diz, temos muita história para contar! Incumbe a nós refletir no que acertamos (e, assim, tentar repetir, na medida do possível) e no que erramos (para nisso não mais incorrermos). Tal reflexão, a propósito, é de ser feita continuamente (ou seja, não precisamos esperar outros 111 anos), pois a história é escrita a cada dia, a cada hora, a cada momento, enfim. Quanto antes reconhecermos nossos erros e os corrigirmos, maiores serão as chances de aumentarmos os nossos acertos, para a glória do Senhor.

Texto do professor Márcio Samezima no informativo da PIB do Brás datado de 10/07/2022.

504 anos da Reforma Protestante

Cinco solas são frases latinas que definem princípios fundamentais da Reforma Protestante em contradição com os ensinamentos da Igreja Católica Apostólica Romana. 

A palavra latina “sola” significa “somente” em português. E os cinco solas são: Sola Fide, Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia e Soli Deo Gloria. 

A Reforma Protestante foi um movimento de reforma religiosa ocorrido na Europa, no século XVI. Esse reformismo religioso foi iniciado por Martinho Lutero, um monge alemão insatisfeito com a cobrança de indulgências pela Igreja Católica.

Acompanhe o especial dos 504 anos da #ReformaProtestante nos canais do pastor Marcos Peres (@pr.marcosperes) e nas redes sociais da PIB do Brás (@pibdobras).