Devocionais

Uma igreja viva

“Na casa da Vida, vi um altar, com lâmpadas acessas e uma cruz. Curvando-me reverentemente, olhos fechados, vi maravilhado, a Igreja Viva.

As paredes não eram de tijolos e pedra, mas de vontades consagradas, unidas com o cimento da mútua colaboração e da consagração geral ao Melhor jamais revelado.

As janelas não eram de vidros coloridos, mas dos maravilhosos sonhos, esperanças e aspirações que ecoavam visões de infinita beleza, refulgente como mil sóis

As colunas e abóbadas não se firmavam em concreto e aço, mas nos longos e incontáveis braços levantados em inúmeras e ferventes orações.

Os longos corredores não eram atapetados com passadeiras de veludo, mas com as tentações calcadas sob os pés e com as boas resoluções mantidas.

As portas nunca se fechavam, antes, constantemente estavam abertas em boas vindas à humanidade inteira; santos e pecadores, ricos e pobres, pretos , vermelhos, amarelos, brancos, todos, todos.

O altar não era de madeira esculpida, mas de corações arrependidos, envergonhados de seus pecados, , fortalecidos com a graça do perdão.

O púlpito não era de tribuna para proclamação de dogmas, mas face de luz e fogo de onde interrompiam centelhas da verdade e o impacto do poder espiritual.

O Santo Livro não era apenas um volume colocado sobre a mesa, mas base de honesto estudo da vida, diária e profundamente provada, ternamente desafiada.

A música não se compunha do som de instrumentos e vozes humanas, mas de liderança consagrada e capacidade diversificada, harmonizada na pura melodia da cooperação criadora.

E o calor vital desta igreja precedia do esforço conjunto de todos no sentido de atender a ordem do seu Chefe: IDE.”

Pensando na descrição dessa “Igreja “Viva”, devemos perguntar: A nossa Igreja é semelhante a ela ?

 Se não é, deveria ser. E para que seja, depende única e exclusivamente de cada um de nós. Isto porque, nós somos a Igreja Viva. E a nossa Igreja nunca poderá ser melhor do que nós somos. Foi Jesus que disse: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá a luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mt. 5:13-16)

Que Deus a todos no abençoe, para que de fato sejamos uma IGREJA VIVA!

Extraído do Boletim dominical de 22/06/1975

Repetir o passado para construir o futuro?

“Um povo que não conhece sua história está fadado a repeti-la”. Edmund Burke, célebre político e escritor irlandês, autor da famosa frase citada, deu contornos muito negativos ao desconhecimento da história. Deveras, Burke critica o desprezo ao estudo e à análise dos acontecimentos pretéritos e assevera que desdenhar do passado e de tudo que ele pode nos ensinar implica reviver experiências ruins. Para o estadista, portanto, cabe ao homem diligenciar no sentido de fazer diagnósticos de atos e fatos que já se passaram e, com isso, melhorar suas chances de direcionar as ocorrências futuras no rumo desejado.

O apóstolo João, por sua vez, inspirado pelo Espírito Santo, registra, no capítulo 5 de Apocalipse, que a história é regida por Jesus Cristo. Ele é o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi, o único achado digno de abrir o livro e os sete selos (e o ato de abertura do livro e dos sete selos simboliza exatamente o senhorio de Cristo sobre o desenrolar dos fatos). A mensagem do Apocalipse deixa claro, portanto, que a história não é cíclica, como se sustentava na Grécia antiga, mas teve um início e se encaminha para um fim, e que, acima de tudo, o nosso Salvador e Senhor possui em sua mão o controle sobre a rota que liga o início ao fim dos acontecimentos.

Do acima exposto, surge complexa discussão a respeito do quanto nós, seres criados, temos a possibilidade de ditar o futuro. Com efeito, se Jesus tem em Suas mãos a direção da história, será que tudo já se encontra predeterminado? Se assim é, será que o que eu decido fazer, decido-o porque Aquele que tudo dirige fez com que assim eu decidisse? Para alguns, especialmente de raiz calvinista, a resposta a essas duas perguntas é sim. Para outros, seguir esse entendimento implicaria, em última instância, o perigo de se excluir a responsabilidade do homem por seus atos.

Por óbvio, a controvérsia é muito mais intrincada e nem se tem a pretensão de discuti-la nestas poucas e discretas linhas de texto. O que proponho ao leitor é uma rápida reflexão a respeito da participação que temos na construção da história. Com a devida vênia aos irmãos que defendem o determinismo (ainda que divino), gosto de pensar que o nosso Salvador e Senhor dirige os acontecimentos através de nós e, portanto, dá-nos o privilégio e a responsabilidade de, com Ele, participar da construção da história.

Nesse contexto, a afirmação de Edmund Burke traz contribuições muito úteis para nós. Cabe apenas estender um pouco o seu raciocínio: urge, sim, conhecer a nossa história, com o intuito de evitar reiterar eventuais erros já cometidos, mas também com o intuito de repetir os acertos! É dizer: repetir a história não é o problema; o problema é não aprender com erros passados e reiterá-los. Dura coisa é reprisar o passado quando este é recheado de desacertos; bênção, porém, é reproduzi-lo quando o construímos sobre o que é idôneo. Às portas de Canaã, conforme registra o livro de Deuteronômio, Moisés traz à lembrança do povo escolhido os tristes episódios de desobediência, a fim de admoestá-lo a não mais a cometer, mas também rememora as bênçãos recebidas quando a Lei foi observada, no intuito de incentivar aquele mesmo povo a assim proceder quando da posse da terra prometida.

Nossa igreja acaba de completar 111 anos. Agradeçamos ao nosso Salvador e Senhor o que Ele tem feito através de nós e de todos os irmãos e irmãs que já estiveram em nosso meio. Como usualmente se diz, temos muita história para contar! Incumbe a nós refletir no que acertamos (e, assim, tentar repetir, na medida do possível) e no que erramos (para nisso não mais incorrermos). Tal reflexão, a propósito, é de ser feita continuamente (ou seja, não precisamos esperar outros 111 anos), pois a história é escrita a cada dia, a cada hora, a cada momento, enfim. Quanto antes reconhecermos nossos erros e os corrigirmos, maiores serão as chances de aumentarmos os nossos acertos, para a glória do Senhor.

Texto do professor Márcio Samezima no informativo da PIB do Brás datado de 10/07/2022.

504 anos da Reforma Protestante

Cinco solas são frases latinas que definem princípios fundamentais da Reforma Protestante em contradição com os ensinamentos da Igreja Católica Apostólica Romana. 

A palavra latina “sola” significa “somente” em português. E os cinco solas são: Sola Fide, Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia e Soli Deo Gloria. 

A Reforma Protestante foi um movimento de reforma religiosa ocorrido na Europa, no século XVI. Esse reformismo religioso foi iniciado por Martinho Lutero, um monge alemão insatisfeito com a cobrança de indulgências pela Igreja Católica.

Acompanhe o especial dos 504 anos da #ReformaProtestante nos canais do pastor Marcos Peres (@pr.marcosperes) e nas redes sociais da PIB do Brás (@pibdobras).

Pela Graça sois salvos

Tenha um excelente dia crendo no Senhor Jesus Cristo e colocando nele a sua confiança.

Acompanhe nos canais do pastor Marcos Peres (@pr.marcosperes) e nas redes sociais da PIB do Brás. 

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Primeira Igreja Batista do Brás. Uma igreja bíblica, missionária e acolhedora, fundada em 8 de junho de 1911. Uma comunidade de fé unida pelo amor da Graça de Jesus Cristo derramada em nossos corações; unidos no propósito de reviver a cada dia a história de alegria pela vida de cada alma rendida aos pés do Senhor; alegria pelos passos de cada um rumo a Jesus Cristo, Autor e Consumador da nossa fé; alegria de esperar a Gloriosa Vinda do Nosso Amado Salvador. (Pr. Marcos Peres)
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